A Liderança Verdadeira no Pastorado

Os seguintes princípios estão entre os que este escritor considera importante na liderança cristã, especialmente no pastorado. Ele pode estar errado, ou apenas parcialmente certo com alguns; outros podem valer a pena considerar e até estudar em oração.

1) A confiança em Deus vale infinitamente mais do que qualquer quantia de autoconfiança (Pr.3:5-7). Freqüentemente em épocas de crise o pastor pode se sentir angustiadamente inadequado para conduzir a congregação confiada a seus cuidados, mas isto tende a levá-lo a seus joelhos, que é em si, sempre uma defesa contra os ardis de Satanás.

2) O bom senso é muito mais valioso que uma mente brilhante (Sl.111:10; Cl.1:9; cf. I Co.1:19).

3) Uma consciência sensível é uma defesa contra o fracasso e a desgraça. Somente com uma consciência limpa podemos enfrentar os nossos inimigos com confiança (I Co.4:2; 1:2).

4) Nunca desvie de um assunto realmente sério; enfrente-o. Não invente alguma maneira dissimulativa para lidar com ele temporariamente. Enfrente-o sem demora ou o problema ficará pior (Ef.6:10-13).

5) Tome cuidado para não deixar Satanás comprometer a sua posição ou desviá-lo. Ele é um mestre neste campo (Ef.6:11; II Co.2:11).

6) "Instes (esteja atento) a tempo e fora do tempo." Tudo o que é preciso para arruinar qualquer negócio, incluindo o do Senhor, é a negligência (Rm.12:11-13; II Tm.4:2).

7) Onde se diz respeito à implementação de tarefas importantes, é melhor resolver o assunto o quanto antes, para evitar "enroscadas". Levará o mesmo tempo para completá-las, ou até mais, se você esperar. Estar preocupado o suficientemente cedo é a melhor estrada para a realização – e uma disposição mais tranqüila (Pr.24:30-34; 27:1;
Ef.5:14-16).

8) É importante manter um bom diálogo com aqueles de posição mais elevada, e até com os de menos. Mantenha contato com todos (Rm.1:12; Fp.1:3-5).

9) Integridade financeira é uma grande vantagem na liderança cristã. Devemos não apenas ser fiscalmente honestos, mas devemos dar evidência sem erros disto (II Co.8:20-21), sempre emitindo relatórios explícitos e completos sobre o dinheiro recebido e gasto.

10) Os homens tendem a ser "gastões" ou econômicos demais no trabalho do Senhor, em proporção direta como o são nas suas vidas pessoais. Lembre-se de que a generosidade e extravagância não são a mesma coisa. O Livro de Provérbios tem muito a dizer sobre ambas, e a sua congregação gostará de você pela primeira, mas não pela última.

11) Quanto menores forem os nossos desejos exteriores, mais feliz será a nossa vida (Lc.12:15; I Tm.6:6).

12) À uma atitude graciosa devemos adicionar consideração. Não presuma que tudo que você fizer será aprovado pelos outros, mas confie neles, especialmente quando as preocupações deles estão afetadas. Isto evita desentendimentos. A consideração pessoal de subordinados é sempre importante, ajudando a ganhar o amor e respeito deles (Hb.10:24; Fp.2:1-4).

13) Seja rápido em reconhecer erros. Não é tão difícil assim! E não tente salvar as aparências; não vale a pena. O período depois do "Eu estava errado", é uma coisa linda! (Tg.5:16).

14) A nossa tendência é exercer uma disciplina lucrativa no trabalho do Senhor na mesma proporção com a nossa disciplina pessoal e com a nossa família (I Co.9:25; I Tm.3:4-5).

15) Tenha certeza de que a sua conduta e conversa – e o pensamento por trás delas – são sadios. Isto ganhará o respeito daqueles que o conhecem melhor (Cl.4:5-6; Tt.2:7-8).

16) É sábio não distribuir escasso demais os nossos esforços. Algumas coisas feitas cuidadosamente e bem, são melhores do que muitas coisas feitas de maneira relaxada (Cl.3:23).

17) É importante tomar os passos necessários para manter-se fisicamente bem. A comida certa, exercício suficiente, e o descanso suficiente (se possível) são mais importantes do que a maioria das pessoas reconhecem. É fácil morrer cedo! (I Co.3:16; 6:9,20).

18) Nas reuniões de conselho é muito importante que o jovem pastor esteja "pronto para ouvir, tardio para falar" (Tg.1:19). O escritor conhecia um homem alguns anos atrás que estava sempre contando aos outros como alguma pessoa tinha estado tão interessada no que ele tinha para dizer. Ele não era sensível o suficiente para detectar o enfado ou reconhecer o mero esforço de ser educado. Sensibilidade desse tipo é muito importante no pastor.

19) Nas reuniões do conselho tome cuidado para não pressionar os membros ou fazer com que eles meramente se dobrem à sua vontade ou plano (Tt.1:7). A única exceção para isto é quando um importante princípio moral ou espiritual possa estar envolvido. Lembre-se, eles são os supervisores do trabalho do Senhor com você sendo o líder. Já vi táticas de pressão saírem pela culatra quando os membros do conselho ficaram pouco interessados em contribuir com os seus pensamentos, e finalmente se demitiram.

20) Esforçe-se, nas reuniões do conselho, para sempre dizer o que é necessário com o menor número de palavras possível. Às vezes isto precisa de oração e esforço especial. As reuniões do conselho podem se tornar facilmente "mais falatório do que substância". Evite isto.

21) ACIMA DE TUDO – lembre-se de que Deus "resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes" (I Pe.5:5). Sempre podemos contar com a Sua ajuda se nós nos humilhamos "debaixo da potente mão de Deus" (v.6).

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