Lidando com Críticas e ElogiosDomingo após domingo, dizem que o irmão Silveira deixava a igreja com alguma observação indelicada para o pastor: "Você pregou demais", "Eu estava enfadado", "Não entendi coisa alguma do que você disse", etc. Finalmente um dos diáconos disse ao pastor, "Não preste atenção nele. Ele só repete o que as pessoas dizem"!
O que as pessoas dizem sobre a mensagem do pastor pode ter um efeito profundo sobre suas emoções, mas existem várias verdades básicas para se lembrar, quando se diz respeito a ambos a crítica e o elogio – verdades que nos ajudarão a lidar com a crítica, o mais irritante destes problemas, e com o elogio, o mais perigoso.
Primeiro, quando você é criticado, não fique ofendido rapidamente; isto apenas desordenará o seu senso de bem-estar – e seu testemunho. Certamente não "dê de volta" a seu crítico por um lado e o evite de outro, riscando-o de sua lista. Ele pode estar certo! Então, pergunte a você mesmo se a sua crítica era, talvez, válida. Se era, agradeça a Deus – e talvez ao crítico também – porque é desta maneira que Deus faz melhores servos de nós. Realmente ajuda a tornar o nosso esforço mais leve se nós não levamos a nós mesmos muito a sério.
Se, entretanto, a crítica é totalmente injusta, ou talvez é uma tentativa por um oponente para o desanimar, pode ser ao mesmo tempo gracioso e correto, dar-lhe uma resposta, mas mesmo assim, não leve muito a sério. Que representante de Deus já escapou de críticas repetidas e às vezes sem misericórdia? O Dr. H. A. Ironside tinha um pequeno lema em cima da porta de seu escritório na Igreja Moody. Dizia: "Para evitar a crítica, não diga nada, não faça nada, não seja nada."
Mas – e isto é mais importante – não leve você mesmo muito a sério quando você é elogiado. É natural não gostar da crítica, especialmente quando é injusta, e adorar o elogio, mesmo quando é exagerado! Este escritor tem tido, através da vida, uma batalha incessante especialmente com o último. E amor ao elogio humano pode ter um efeito adverso sobre o nosso relacionamento com Deus. João 12:43 diz dos fariseus que "amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus", e isto os tornou inimigos de Cristo, o qual estava ganhando mais atenção do que eles.
Portanto nós, como os fariseus, que estamos diante das pessoas, devemos sondar os nossos corações, orando fervorosamente e sem cessar para que Deus nos ajude a realmente querer que as
pessoas deixem a igreja dizendo, não "Que pastor!" mas "Que Salvador!"Quando, depois da reunião, um dos seus ouvintes diz, "Eu podia tê-lo ouvido por mais uma hora", não leve isto muito a sério! Agradeça a Deus, mas também lembre-se de que muitos pastores caíram simplesmente porque os seus chapéus ficaram pequenos demais! Deus permitiu que eles caíssem, porque Ele odeia o orgulho:
"Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes" (I Pe.5:5; cf. Dn.4:37).
Que encorajamento refrescante esta passagem dá ao verdadeiramente sincero servo de Deus! Enquanto nós nos humilhamos "debaixo da potente mão de Deus" (v.6), Ele nos dará graça para o presente – e mais glória que merecemos para o futuro.
Finalmente, onde se diz respeito a ambos a crítica e o elogio, nos ajudará a refletir que estamos no púlpito, não para agradar ou emocionar nossos ouvintes, mas como representantes de Cristo, chamados para proclamar a Palavra da verdade, corretamente dividida [manejada] (II Tm.2:15). I Ts.2:4 e Gl.1:10 afirmam bem:
"Mas, como fomos aprovados de Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assim falamos, não como para agradar aos homens, mas a Deus, que prova os nossos corações."
"...se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo."________________________________________________________________________