ObjetividadeObjetividade! Uma palavra que nunca devemos esquecer e sempre praticar. Ser objetivo é olhar para fora, e é uma maneira de vida maravilhosa, recompensadora. Ela olha não para si, mas para um objeto. No nosso caso o primeiro "objeto" é Deus – então as responsabilidades, oportunidades, desafios, e especialmente os outros.
O viver subjetivo, por outro lado, é uma maneira de vida deplorável, egoísta, sempre pedindo, até subconscientemente, "O que posso tirar disso?"; "Melhorará a minha posição na vida?"; "Como estou indo?" O ponto de foco de uma vida deste tipo, sim, mesmo com alguns pastores, é a própria pessoa.Caim foi subjetivo na sua atitude. Ele pensava que ele conhecia um sacrifício mais atraente do que aquele que Deus tinha pedido que trouxesse. E quando seu sacrifício foi rejeitado, "irou-se... fortemente, e descaiu-lhe o seu semblante". E então, quando Deus deu-lhe a razão mais válida porque ele estava errado por estar irado, ele saiu e, enraivecendo-se de ciúmes, matou seu irmão. E quando Deus julgou-o por isso, ele reclamou, "É maior a minha maldade que a que possa ser perdoada" (Gn.4:5-13).
Em tudo ele demonstrou um espírito subjetivo, egoísta. Como ele teria se saído melhor se tivesse simplesmente acreditado em Deus e oferecido o sacrifício exigido! Assim ele teria alcançado "testemunho de que era justo" e, como Abel, teria até hoje dado testemunho da sabedoria e bênção de ouvir e obedecer Deus (Hb.11:4).
O sacerdote de Lc.10:31 foi subjetivo quando "passou de largo" a vítima de um roubo que estava "meio morto". Ele pensou: "O que acontecerá comigo se eu parar para ajudá-lo?" Mas o "bom samaritano" foi objetivo. Ele pensou: "O que acontecerá com ele se eu não parar para ajudá-lo?"
Pastores, principalmente, devem ser objetivos em sua atitude, e descobrirão que tal atitude é ricamente recompensadora. Desta maneira as adversidades não serão tão devastadoras, mas se tornarão desafios de fé e lições pelas quais aprenderão a lidar com a natureza de luta do ministério – e, de fato, da vida cristã. Adversidades dar-lhes-ão novas vitórias e levantar-lhes-á a novas alturas de bênção espiritual.
Mas uma atitude subjetiva num pastor tenderá a fazer com que ele se renda a preconceitos pessoais ao invés da verdade. Ele será inclinado a julgar baseado em seus próprios interesses, e quando surpreendido em algum erro ou pecado, se tornará introspectivo, e irá à fonte errada – ele mesmo – por ajuda, determinado a evitar esta armadilha da próxima vez. O quanto Paulo tem a dizer sobre isto! Além do preconceito pessoal, entretanto, o viver subjetivo tenderá a desanimar, trará a suspeita, medo, meras reações emocionais e insatisfação com as circunstâncias na vida, de seu tratamento pelos outros, etc.
Vamos então, pela graça de Deus, acabar para sempre com o pensamento subjetivo e, como "nosso amado irmão Paulo", regozijar na tarefa a ser realizada, regozijando com ele que "o evangelho da glória de Deus bem-aventurado" tem sido "confiado" a nós (I Tm.1:11).
________________________________________________________________________