O Pastor e o Conselho da Igreja:
Quem Manda?

Um jovem pastor uma vez perguntou-me, "Eu preciso consultar o conselho toda vez que quero ter reuniões especiais?" Eu respondi, e espero que não tenha sido áspero demais, "É melhor você consultá-los sobre as reuniões especiais se você espera que eles cooperem entusiasticamente; e você precisa da cooperação deles."

Toda vez que tínhamos uma aula sobre Teologia Pastoral no Instituto Bíblico de Milwaukee, nos anos 40, uma pergunta eventualmente surgia sobre a autoridade na igreja. "Quem tem a autoridade final?", algum estudante perguntava, ou "Quem tem a última palavra?"

Às vezes, eu tinha o sentimento de que neste ponto a carne tinha entrado e seria necessário responder a pergunta, não diretamente, mas do ponto de vista de uma atitude bíblica.

Reconheci, entretanto, que às vezes diferenças de opiniões – e até convicções, podem surgir entre o pastor e os membros do conselho, ou talvez, certos membros do conselho podem dominar os pensamentos dos outros. Tais problemas não são fáceis de se resolver.

Quando a pergunta acima era feita, eu geralmente perguntava ao aluno porque ele a tinha feito, e às vezes isto levou-nos para as muitas Escrituras que nos ensinam que "Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes" (I Pe.5:5; cf. Sl.138:6, Tg.4:6). E também a exortação adicional:

"Humilhai-vos pois debaixo da potente mão (1) de Deus, para que a seu tempo vos (2) exalte" (I Pe.5:6).

É importante lembrar que com a autoridade vem a responsabilidade, e se o pastor exerce autoridade total e final na sua igreja, ele deve estar preparado para responsabilizar-se completamente e agüentar todas as críticas que acompanham suas ações.

Já existiram pastores que controlaram as suas congregações e conselhos como verdadeiros ditadores. E alguns desses provaram-se ser "bem sucedidos" – pelo menos no crescimento numérico de suas congregações. De fato, alguns desses tornaram-se grandes professores da Palavra apesar de seus métodos autocráticos – mas isto não quer dizer que é certo, ou que agrada a Deus.

Mas a pergunta pode ser feita: não é um fato que Deus chamou o pastor para o ministério, e não os homens de negócios que fazem parte do conselho? Isto, em parte, é verdade, mas a Palavra também coloca muita responsabilidade sobre os bispos ou anciãos da congregação (At.20:17-32; I Tm.3:1-7).

Os anciãos, assim responsáveis, poderiam argumentar que foram eles que, sob Deus, convidaram o pastor a ministrar entre eles, e não o contrário. De fato, depois que o pastor parte, o conselho ainda estará lá, e ainda responsável por procurar a vontade de Deus quanto a seu próximo pastor.

Ah, mas o pastor pode responder, "Eles procuraram os meus serviços como líder, não como um empregado."

Qual é, então, a resposta para esta pergunta, às vezes difícil?

Em primeiro lugar, deve ser observado que é aqui que o elemento de respeito entra. Um pastor pode estar totalmente sob controle, porém, faltar o respeito sincero daqueles para quem, e com quem, ele ministra. Tal "autoridade" deve ter um sabor amargo. Mas se ele conseguiu o seu respeito por viver pia, honesta, sincera, amorosa, paciente, e humildemente, e com uma preocupação objetiva pelo trabalho que o Senhor lhe confiou, eles estarão propensos a procurar a direção dele e cooperarão mais entusiasticamente com ele. (3)

Depois que tudo for dito e feito, talvez seja certo dizer que o grau de autoridade do pastor –certamente a sua influência – será medida exatamente pelo grau da sua integridade moral e verdadeira espiritualidade.

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1) Ele poderia nos destruir.
2) Como Seu verdadeiro servo.
3) Não se pode negar, logicamente, que alguns pastores realmente conseguem um apoio entusiástico por métodos que são menos que espirituais.

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