O Pastor e a OraçãoQuando o pastor deixou seu carro com o mecânico, ele disse, "Agora lembre-se, sou apenas um pobre pregador." "Eu sei, eu sei," disse o mecânico, "eu já ouvi você pregar."
Talvez o pastor não tivesse achado isto muito engraçado, porque existem muitos "pobres pregadores" neste país de abundância, pastores que têm dificuldades em pagar as suas contas. Isto nunca é fácil, mas a necessidade financeira nos põe de joelhos, e deste modo temos uma comunhão mais íntima com Deus. E, enquanto somos fiéis, os fundos realmente necessários serão fornecidos. Este escritor sabe o que é ser realmente pobre, embora pela graça de Deus, nunca tivesse uma conta que não pudesse pagar. Como disse um amigo: "Ele sempre começou a ficar preocupado o suficientemente cedo!" Isto era verdade. Nós receamos tanto qualquer incapacidade de pagar as nossas contas que começamos a orar e fazer coisas bem antes de qualquer problema previsto.
Mas a pobreza espiritual! Isto é positivamente devastador! Qualquer homem verdadeiro de Deus deve preferir à necessidade financeira à uma falta de comida espiritual a ser colocada diante de sua congregação. É triste dizer, entretanto, que esta não é a atitude de todos os pregadores, e como resultado, muitos, até mesmo aqueles que são generosamente bem cuidados, ainda são "pobres pregadores" com congregações passando fome. Tais pastores devem estar, se forem de alguma forma conscientes, preocupados com as evidências constantemente repetidas da pobreza espiritual deles. Repetidamente quando deixam os seus púlpitos, deve perturbá-los a idéia de que contribuíram pouco ou nada para o crescimento espiritual do povo cometido a seus cuidados, alguns dos quais, pelo menos, poderiam estar desejando a comida e bebida espirituais, ou até mesmo pela salvação em si.
Isto nos traz face a face com dois fatos profundamente importantes:
1) Não podemos dar uma festa espiritual para a nossa congregação sem obedecer diligentemente II Tm.2:15. A pregação frutífera não é um dos dons do Espírito, pentecostais ou de outra maneira; é, ao invés disto, o resultado de um estudo diligente, em oração, da Palavra. Isto leva tempo e energia, mas precisa ter a prioridade. Seja quais forem os dons naturais que possam possuir – dados, logicamente, pelo Espírito Santo – estes devem contribuir com, ou ser o veículo de, uma pregação que resulta de um estudo fiel da Palavra de Deus.
O pastor que falha em passar bastante tempo no estudo da Palavra merece pena – talvez por causa de um sentimento subconsciente de que ser organizado, fazer propaganda – e comprometer-se, precisam vir primeiro. Ele precisa ficar com aquela congregação e mantê-la crescendo em números, ele acha, por estes meios superficiais e freqüentemente desonrosos para Deus.
2) Não podemos esperar iluminação da Palavra, ou a ajuda de Deus na nossa pregação, se nós não pedimos sinceramente a Ele por isto.
Muitos pastores precisam passar mais tempo em oração fervorosa para Deus abençoar o estudo e proclamação da Palavra deles: oração na qual realmente chegam perto de Deus e rogam a Ele para fazer o Seu trabalho através deles. Paulo pediu pela ajuda de outros neste tipo de oração, "para que a palavra do Senhor tenha livre curso e seja glorificada" (II Ts.3:1).
Talvez um testemunho pessoal ajudará aqui. O autor é apenas um frágil exemplo de que um pastor deve ser, mas era seu hábito, quando no pastorado, orar repetida e fervorosamente quando se preparava para cada reunião; "Ó, Deus, por favor, não deixe esta ser apenas outra reunião. Faça com que ela seja uma na qual todo ouvinte será alimentado e abençoado." Deus, em Seu grande amor e graça respondeu a estas orações muito além das nossas pobres qualificações, e eventualmente nos conduziu a maiores campos de serviço para Cristo. E ainda, o monstro do orgulho procura certificar-se de que nós estamos sempre confiantes e indiferentes com a oração. Assim precisamos sempre estar orando por uma atitude certa e por Sua ajuda em nosso ministério para Ele.
"Cheguemos pois com confiança e ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno" (Hb.4:16).
E vamos fazer isto para que possamos realmente proclamar a nossa mensagem dada por Deus, "não... somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza" (I Ts.1:5).
________________________________________________________________________