A Reunião na Igreja – Parte II

A REUNIÃO (1) EM SI

"Porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza; como bem sabeis quais fomos entre vós, por amor de vós." – (I Ts.1:5)

A passagem acima encontra-se em contraste completo com o neo-evangelismo e os métodos que eles usam para atrair multidões às suas reuniões públicas. A filosofia deles é "fazer tudo grande": grandes promotores, grandes planos, muito dinheiro, grandes propagandas, grandes celebridades, (2) o fundo do palco bem extravagante e muito entretenimento para criar "aquele clima" que deixará a platéia no estado de espírito certo para receber a mensagem, muito freqüentemente pregada por alguém que sabe pouco ou nada sobre manejar "bem (dividir corretamente) a palavra da verdade" – à parte do qual nenhum pregador pode ser aprovado de Deus (II Tm.2:15). Às vezes, pensamos sobre quantas pessoas freqüentariam estas reuniões se o elemento de "extravagância" fosse removido.

Estamos sendo negativos novamente? Bem, deixe-nos terminar, porque qualquer homem de Deus que não é negativo até certo ponto na sua pregação, não está seguindo o exemplo de o Senhor Jesus Cristo, ou Pedro, ou Paulo, ou os grandes homens de Deus da história da Igreja.

Certamente a filosofia de alcançar os perdidos era muito diferente dos neo-evangélicos. Ele poderia escrever aos crentes tessalonicenses, "como bem sabeis quais fomos entre vós, por amor de vós", e foi precisamente por causa desta falta de pretensão e o seu compromisso dedicado à mensagem gloriosa a ele confiada, que ele podia dizer, "Porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza". Ele não precisou de caros arranjos de plantas e flores e de uma orquestra, até com bateria, para tornar as suas reuniões eficazes. Foi o que ele disse que as tornou eficazes. Era o poder do Espírito Santo e a segurança com que ele pregou a Palavra, que dava às suas mensagens tal poder. Como isto é belamente expresso em II Co.10:4:

"Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus, para destruição das fortalezas."

Então, amado pastor jovem, enquanto você prepara-se para as reuniões na sua igreja, não deixe os métodos tomar precedência sobre a mensagem que Deus lhe confiou. E certamente não pense em
termos de fazer qualquer coisa "grande". Antes, dê muito tempo para o estudo daquele Amado Livro, orando freqüente e fervorosamente para que Deus lhe dê discernimento da Sua Palavra e desta forma ter o poder do Espírito Santo e muita segurança enquanto você está pregando.

Muita atenção a métodos e o desejo de "ser um sucesso" já foi a queda de muitos promissores pastores jovens. Paulo foi desconhecido... mas bem conhecido (II Co.6:9) e assim algumas grandes igrejas têm pouco impacto além de seus próprios perímetros, enquanto algumas pequenas igrejas, aparentemente insignificantes, são conhecidas por todos os lados por sua posição firme pela verdade
e pelo ensinamento que são emitidos de seus púlpitos.

UM TESTEMUNHO PESSOAL

O escritor tem 78 anos de idade, portanto ele viveu naquela época excitante de estudo bíblico e evangelismo (no começo do século) que foi chamado de o último verdadeiro reavivamento que a Igreja experimentou, na Europa, nos Estados Unidos e em outros lugares.

Aquela não foi uma época de evangelismo "fazer tudo grande" – não tínhamos televisão naquela época – exceto que as igrejas Fundamentalistas estavam crescendo em todos os lados. Grandes homens de Deus, tais como mencionei em "Sugestões" anteriores, estavam ensinando a Palavra para igrejas repletas, e as pessoas assistiam com a Bíblia na mão, para conferir o que o pastor pregava.

Havia muito poucos, se houvessem, "números especiais" na maioria das reuniões. Mas o canto da congregação! Isto era uma coisa especial! Hinos cuidadosamente selecionados, clássicos espirituais, muitos dos quais os nossos jovens hoje nem conhecem, eram cantados com tanto louvor do coração, que davam arrepios, freqüentemente comovendo muito os incrédulos.

Naquela época, também, evangelizava-se todas as pessoas, quando praticamente cada crente tinha um Novo Testamento em seu bolso, onde quer que ele fosse. Até os adolescentes tinham estes pequenos testamentos junto com eles, saindo de casa de manhã com a oração, "Senhor, leva-me a alguma alma hoje – alguma alma que precisa de Ti." Que alegria haveria entre os crentes sinceros se um reavivamento, um despertar espiritual deste tipo fosse acordar o povo de Deus hoje! O neo-evangelismo, com todas as suas extravagâncias, não o realizou. Enquanto milhões daqueles pequenos Novos Testamentos (a maioria de couro, para muito uso) eram circulados naqueles dias, é difícil encontrar muitos deles hoje. Não existe a demanda. Isto não diz algo sobre a condição da Igreja hoje – sim, aquela que ama a Bíblia, a Igreja Fundamental?

Este escritor, um pobre servo de Deus no melhor dos casos, quase chorou de alegria na reunião de despedida dele depois de 13 anos na Igreja Comunitária de Preakness (agora Igreja Bíblica de Preakness), de Wayne, N. J. No fechamento da reunião o mestre de cerimônias pediu para que se levantassem todos aqueles que tinham vindo a conhecer Cristo através de algum outro membro da igreja. Bem mais da metade daqueles presentes levantaram-se. Isto, sem dúvida, era "fruto do fruto."

___________________
1) Isto pode referir-se à reunião de domingo de manhã ou de noite, à do meio da semana, ou à qualquer estudo bíblico ou reunião evangelística.
2) Muitos deles ainda "do mundo".

________________________________________________________________________

Voltar para o Índice