A Alegria de Serviço

O escritor tem sentido a necessidade de adicionar mais algumas palavras sobre o viver objetivo e subjetivo, e a alegria inexpressível do primeiro.

Em uma igreja, num domingo de manhã, enquanto a organista toca algum hino bonito, bíblico, o pastor aparece na plataforma e toma o seu lugar. Quase todos já chegaram e enquanto ele olha para a platéia, vários pensamentos naturalmente passam por sua mente:

"Aí vem o João da Silva com sua mulher e filhos. Que bom! Será que os problemas cardíacos do João estão melhorando? Isto pode ser tão desanimador. Seria bom se eles soubessem como eu sinto a falta deles quando não podem vir. Que crentes fiéis! Oh, quem são aquelas pessoas novas? Deve ter uma meia dúzia aqui esta manhã que nem conheço. Quantas será que não são salvas? Senhor, me dê as palavras certas para falar à estas queridas pessoas. Salve os perdidos e abençoe ricamente os Teus filhos esta manhã."

Mas em uma outra igreja, na hora da reunião, onde o pastor olha para a platéia na mesma maneira, diferentes pensamentos passam por sua mente:

"Bem, todos parecem estar contentes por eu estar aqui novamente. Espero que realmente estejam. É bom sentir que as pessoas o querem bem e que o amam – pelo menos que gostem de você. Oh, lá está a família Souza. Ele criticou o que eu disse sobre as pessoas que chegam atrasadas a semana passada – e ele estava errado! Bem, algumas pessoas sempre estão achando falhas. Senhor, ajuda-me a falar bem hoje; a semana passada tropecei um pouco demais." A diferença entre os dois pastores? Bem, para começar, o primeiro era essencialmente objetivo na sua atitude, enquanto que o segundo era subjetivo. O primeiro tinha os seus interesses focalizados nos membros de sua congregação; o último, demais nele mesmo.

É interessante observar como o viver objetivo naturalmente resulta em serviço atencioso e entusiástico, enquanto que o viver subjetivo funciona ao contrário. Ele quer, se sente injustiçado, exige seus direitos; sente que deve ser servido. Mas que alegria é servir Deus e o homem; de ser usado para a glória dele e o bem deles! Realmente "mais bem-aventurada coisa é dar do que receber" (At.20:35).

Paulo era gloriosamente objetivo na sua perspectiva. Ele disse em I Co.9:19:

"Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar ainda mais" (i.e., para Cristo).

Que alegria deve ter sido para o apóstolo ver alguns dos frutos de seu serviço humilde aos outros! E que satisfação na sabedoria que Deus estava agradado! De fato, mesmo quando tinha pouco ou aparentemente nenhum fruto imediato, ele sabia que todos os frutos não aparecem rapidamente. Assim, tendo ensinado os santos em Corinto sobre o serviço e o viver objetivo, e sem ter nenhuma resposta evidente, ele escreveu-lhes novamente:

"E eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado" (II Co.12:15).

Certamente isto não veio de um espírito amargo. Em vez disso, ele procurou assegurar-lhes que ele os amou como Deus tinha o amado – sem restrições – e que ele orava pelo fruto apropriado a nascer – e ele esperava que fosse logo – neles. Esta atitude tirou a sua mente dos fracassos deles e deixou-o com a alegria total de servir Deus, e outros, com um coração amoroso.

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