Pastores no ConflitoCom toda certeza não é a indiferença do perdido que o mantém longe de Cristo, mas a nossa indiferença. Da mesma forma, não é tanto a indiferença do membro comum da igreja que o tornou tão fraco, mas a indiferença de seus líderes espirituais.
Assim, o Apóstolo escreve, não à congregação de Timóteo, mas para o próprio Timóteo,
"Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação (mente sã).
Portanto não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus" (II Tm.1:7-8).Se o pastor estiver realmente "pegando fogo" pela verdade, o seu entusiasmo se alastrará através da congregação, porque a coragem, como a covardia, é contagiosa. Portanto, Paulo não instrui Timóteo para dizer a seus ouvintes que eles sejam corajosos; ele encoraja Timóteo a ser corajoso.
Isto não quer dizer que o pastor deve dar alguma demonstração de força, mas que ele deve sofrer "as aflições como um bom soldado de Cristo" (II Tm.2:3) e permanecer firme mesmo no "dia mau" (Ef.6:13). Com toda certeza isto deve ter uma influência na sua congregação.
Crentes e líderes crentes, os quais estão sempre desejando a paz, e temem que a pregação de "todo o conselho de Deus" possa trazer controvérsia, devem ler II Tm.1:7-8 cuidadosamente. Onde a verdade é proclamada no poder do Espírito, Satanás fará oposição, mas temê-lo é ceder a batalha por omissão. O espírito de temor, então, vem não de Deus, mas de Satanás. "Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação (mente sã)." Que combinação!
Não é um fato tocante o de que esta passagem foi escrita por alguém que logo seria decapitado por causa de Cristo? Não teríamos achado estranho se ele tivesse sugerido a Timóteo que talvez ele, Paulo, tivesse sido intenso demais em seu ministério e tivesse encorajado Timóteo a ser um pouco mais diplomático. Mas não! Ao invés disso, a palavra chave é Coragem! Então, em vez de encorajar Timóteo a manter-se calmo, ele encorajou-o a agitar e atear o fogo ardendo em seu coração. De fato, ele não apenas encoraja Timóteo a não ter vergonha "do testemunho de nosso Senhor", mas adiciona, "nem de mim, que sou prisioneiro seu".
Este último é importante. Muitos dos seguidores de Lutero eram nominalmente "protestantes protestadores", mas não eram tão ousados no falar como Lutero. Eles achavam que a diplomacia era a maneira para ganhar a batalha, e evitavam Lutero. Eles achavam que a reforma seria mais bem sucedida depois que Lutero tivesse ido. Isto também era verdade do Pastor J. C. O'Hair. Porque ele obedeceu Ef.6:19 e abriu sua boca ousadamente, alguns tinham vergonha dele – não da mensagem, mas dele. Ah, mas tinham vergonha dele porque eles não estavam obedecendo Ef.6:19, mas em vez disso, tornaram conhecida a mensagem da graça de uma maneira clandestina ou indireta que certamente fez com que parecesse que eles tinham vergonha da mensagem.Ah, mas se os seguidores de Lutero fossem menos responsáveis que ele para fazer conhecido as grandes verdades da Reforma? Os seguidores de O'Hair, ou aqueles da segunda geração, eram menos responsáveis que O'Hair ao abrir suas bocas ousadamente para tornar conhecido o mistério e suas riquezas superabundantes da graça. Certamente que não! Todos nós que entendemos as grandes verdades da revelação paulina somos tão responsáveis quanto ele era, assim como Timóteo o era, para sermos participantes "das aflições do evangelho" (v.8).
Mas veja bem, aqueles que tomam o desafio estão assegurados de todo o poder de Deus para ajudá-los a ganhar a batalha. Leia-o cuidadosamente, e regozije – e aja! "Antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus".
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