Discernindo a Vontade de Deus
por Ricky Kurth
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PARTE III 

 

Talvez a declaração mais básica e fundamental sobre a vontade de Deus encontra-se em II Timóteo 2:3-4:

 

"...DEUS nosso Salvador, que QUER que todos os homens se salvem [sejam salvos], e venham ao conhecimento da verdade."

 

Se o leitor não for salvo, é a vontade de Deus que seja salvo dos seus pecados.  Se for salvo, é a vontade de Deus que chegue a um conhecimento da verdade, a verdade da revelação distinta do apóstolo Paulo.  Se for salvo, é a vontade de Deus que leve outras pessoas a serem salvas, e ajude-as a ter um conhecimento da verdade.  E a vontade de Deus em todas as áreas da sua vida, gira em torno da vontade Dele nestas áreas.  Para demonstrar isto, neste artigo consideraremos algumas referências relacionadas com a vontade de Deus na vida do Apóstolo Paulo.  Encontramos a primeira em Atos 18:

 

"E chegou a Éfeso, e... rogando-lhe eles que ficasse por mais algum tempo, não conveio nisso.  Antes se despediu deles, dizendo... outra vez voltarei a vós" (At.18:19-21).

 

Em retrospecto, claramente era a vontade de Deus que Paulo retornasse a Éfeso, porque ao chegar ali, estabeleceu uma igreja muito espiritual e a base de operações da qual "todos os que habitavam na Ásia ouviram a palavra do Senhor Jesus" (At.19:1,9-10).  Se for a vontade de Deus que as pessoas sejam salvas e venham a conhecer a verdade, então era claramente a vontade de Deus para Paulo retornar a Éfeso.

 

Em Atos 21, Paulo foi avisado que se fosse à Jerusalém seria preso (v.10-12).  Quando o apóstolo determinou partir de qualquer modo, os discípulos responderam: "Faça-se a vontade do Senhor" (v.14).  Mas era mesmo a vontade do Senhor?  Aparentemente não era!  Chegando Paulo em Jerusalém, quase morreu espancado pelos judeus, somente escapando quando os romanos o prenderam (v.31-33).  Mas vamos lembrar, não era a vontade de Deus que ele tivesse uma vida fácil, mas que as pessoas fossem salvas e viessem ao conhecimento da verdade.  E sabemos que isto era o resultado da experiência de Paulo porque ele escreveu no primeiro capítulo aos filipenses explicando que "as coisas que me aconteceram contribuíram para maior proveito do evangelho" e que:

 

"As minhas prisões em Cristo foram manifestas por toda a guarda pretoriana, e por todos os demais lugares" (Fp.1:13). 

 

A prisão de Paulo e o seu subseqüente aprisionamento em Roma, lhe deu a capacidade de alcançar membros influentes do palácio de César com o evangelho (Fp.4:22), e logo a verdade foi espalhada de lá "por todos os demais lugares".  E como Paulo escreveu mais tarde:

 

"...muitos dos irmãos no Senhor, tomando ânimo com as minhas prisões, ousam falar a palavra mais confiadamente, sem temor" (Fp.1:14).

 

E, além disso, o aprisionamento de Paulo em Roma tinha ainda um outro resultado benéfico:

"E Paulo ficou dois anos inteiros na sua própria habitação que alugara... pregando o reino de Deus, e ensinando com toda a liberdade as coisas pertencentes ao Senhor Jesus Cristo, sem impedimento algum" (At.28:30-31).

 

Antes do seu aprisionamento, muitos homens o proibiram de pregar o evangelho, e a grande variedade de perigos que enumera em II Coríntios 11:23-27 era uma preocupação constante.  Mas os guardas romanos que foram encarregados de impedir que ele escapasse passaram a servir como sua segurança pessoal, protegendo-o de situações perigosas e de qualquer pessoa que pudesse ameaçá-lo por pregar a verdade!  Portanto, em retrospecto, podemos dizer que a viagem de Paulo a Jerusalém foi certamente de acordo com a vontade de Deus.

 

À medida que prosseguimos até as epístolas de Paulo, o encontramos orando e –

 

"Pedindo sempre em minhas orações que nalgum tempo, PELA VONTADE DE DEUS, se me ofereça boa ocasião de ir ter convosco" (Rm.1:10).

 

A referência de Paulo sobre a vontade de Deus aqui nos assegura que ele não estava orando pelo sucesso pessoal (boa ocasião), mas que a sua viagem (ofereça boa ocasião de ir ter convosco) pudesse ser bem-sucedida em levar almas a Cristo e de ensiná-las a verdade.  Como seria bom se todo o povo de Deus orasse por este tipo de sucesso!

 

Agora uma pergunta séria: Estamos dispostos a orar, como Paulo orou, para que Deus possa nos usar de qualquer modo pelo sucesso do evangelho na nossa vida?   Antes que respondamos, lembre-nos que os meios que Deus escolheu para tornar o evangelho bem-sucedido na vida de Paulo incluía ser açoitado, apedrejado e preso, sem falar que passou por uma tempestade no mar que durou duas semanas quando estava sendo levado a Roma (Atos 27).  O mundo não consideraria isto como sendo algo "bem-sucedido", mas aqueles que moravam na ilha e ouviram o evangelho depois que o navio de Paulo naufragou ali discordariam!

 

Foi Deus quem enviou aquela tempestade?  Não, pensamos que, ao invés disto, foi Satanás quem a enviou.  Nós apenas servimos a um Deus que sabe tirar vantagem da oposição de Satanás, o que nos leva à próxima referência que Paulo faz sobre a vontade de Deus:

 

"E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.  E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que SEGUNDO DEUS intercede pelos santos" (Rm.8:26-27).

 

As "fraquezas" (v.26) que fazem com que gememos com dores (v.22), naturalmente nos levam a orar pela sua remoção, do mesmo modo que Paulo orou (II Co.12:7-8).  Entretanto, Deus sabia que a remoção do espinho na carne de Paulo não era o melhor pra ele espiritualmente, e assim negou o pedido dele.  Do mesmo modo, com nosso entendimento espiritual limitado do que é melhor espiritualmente, nós também gememos pela remoção de enfermidades.  Mas o Espírito geme por aquilo que é melhor espiritualmente, "com gemidos inexprimíveis" por nós devido ao nosso entendimento limitado.  Se Paulo soubesse que ser açoitado, apedrejado e preso teria dado tanta vantagem ao avanço do evangelho, é bem provável que teria orado de boa vontade que estas dificuldades lhe tivessem acontecidos.

 

Como, então, o Espírito intercede por nós?  Bem, "aquele que examina os corações" é Deus (I Cr.28:9).  No entanto, poderíamos pensar que o texto deveria ter sido escrito desta forma: "Aquele que examina os corações conhece a sua mente", mas não é escrito desta forma. Ao invés disto, Paulo escreve que o Deus que examina os nossos corações conhece a mente do Espírito!  E diferentemente de nós, o Espírito sabe se a remoção de enfermidades ou de problemas é a melhor forma para levar as pessoas a Cristo e levá-las a um conhecimento da verdade.  E, portanto, quando oramos pela remoção dos espinhos e problemas, não sabendo "o que havemos de pedir como convém", o Espírito "intercede pelos santos" segundo a vontade de Deus.

 

Isto significa que Deus não ouve as nossas orações ou conhece os nossos corações?  Sabemos que isto não é a verdade para ambas as perguntas, pois em II Crônicas 6:7-9 Salomão disse:

 

"Também Davi meu pai teve no seu coração o edificar uma casa ao nome do Senhor... Porém o Senhor disse a Davi meu pai: Porquanto tiveste no teu coração o edificar uma casa ao meu nome, bem fizeste, de ter isto no teu coração.  Contudo tu não edificarás a casa mas teu filho...".

 

Aqui é óbvio que Deus examinou o coração de Davi e sabia que ele queria construir um templo para o Senhor. Entretanto, Deus não queria que Davi construísse o templo, uma vez ele que era um homem de guerra (I Cr.28:3).  E embora Ele conhecesse o desejo do coração de Davi, mesmo tendo-o elogiado pelo fato, Ele agiu de acordo com a Sua própria vontade.

 

Acreditamos que esta é uma boa ilustração de como a oração funciona, de acordo com Romanos 8:26-27.  Deus ouve as nossas orações e conhece os nossos corações, mas responde a oração de acordo com a Sua vontade, a Sua vontade que todos sejam salvos e venham ao conhecimento da verdade.  Isto significa que apenas devemos orar para que as pessoas sejam salvas?  É claro que não, porque na próxima referência de Paulo sobre a vontade de Deus, ele escreve:

 

"E rogo-vos irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo... que combatais comigo nas vossas orações por mim a Deus;   Para que seja livre dos rebeldes que estão na Judéia, e que esta minha administração, que em Jerusalém faço, seja bem aceita pelos santos;  A fim de que, chegue a vós com alegria, PELA VONTADE DE DEUS..." (Rm.15:30-32).

 

Paulo, ao mencionar as "orações por mim", nos ensina que não há nada de errado em pedir que as pessoas orem por nós, enquanto que seja como está escrito aqui, "por nosso Senhor Jesus Cristo".  Isto é, Paulo pediu que orassem pela sua segurança pessoal para que pudesse entregar a contribuição que ele tinha coletado entre os gentios para ser distribuída entre os santos pobres em Jerusalém (Rm.15:23-27), e depois pela visita que queria fazer junto aos irmãos de Roma com toda "a plenitude da bênção do evangelho" (Rm.15:29).  É por isso que concluímos que é correto fazer petições a Deus pela segurança pessoal para que possarmos continuar a repartir o evangelho e a Mensagem da Graça, que é a vontade de Deus para nós hoje.  Se algum irmão pedisse a este escritor que orasse a respeito da saúde ou segurança dele apenas com o propósito de passar a vida sem ter qualquer doença, ferimento ou problema, eu recusaria na hora, mas ficaria contente em orar pelo irmão em áreas como estas para que possa continuar a servir ao Senhor.

 

Quando Paulo pediu aos irmãos de Roma que orassem para que ele pudesse chegar a eles "com alegria" (v.32), somos tentados a concluir que Deus não respondeu a esta parte da oração de Paulo, quando consideramos que foram os açoites, apedrejamento e a prisão que o levou a Roma.  Entretanto, sugerimos que mesmo assim Paulo chegou a Roma com alegria, apesar das dificuldades, quando refletiu na bênção espiritual que a sua viagem tinha trazido àqueles que moravam na ilha, aos romanos e aos pobres santos em Jerusalém.  Também podemos aprender a ter alegria, independentemente da forma como Deus responde às nossas orações, se aprendemos a regozijar nas coisas certas – na salvação dos perdidos e na iluminação do entendimento daqueles salvos para a verdade.

 

Assim sendo, seria verdade que Deus faz com que as pessoas fiquem com um câncer, ou que uma tempestade destrua as suas casas, ou que os seus bebês morram só para realizar o bem espiritual?  Do mesmo modo que a tempestade trouxe o evangelho àqueles da ilha, coisas deste tipo tem sua origem na oposição de Satanás, momentos de colher o que plantamos (Gl.6:7), ou apenas a conseqüência de viver em um mundo amaldiçoado pelo pecado.  Deus não espera que regozijamos nestas coisas, mas nos encoraja a regozijar no bem espiritual que Ele pode operar através destas coisas (Rm.8:28).

 

Gostaríamos de concluir este artigo com uma ilustração bíblica sobre o que temos escrito e, portanto, abrimos a nossa Bíblia no livro de Filemon.  Alguns gostariam de saber por que esta pequena epístola é incluída no cânone das Escrituras, porque parece não ensinar nenhuma das grandes doutrinas da fé paulina.  Mas enquanto que é verdade que Filemon não ensina grandes doutrinas, certamente as ilustra muito bem!  É por isso que aparece por último nas nossas Bíblias, dentro da ordem divinamente estabelecida das epístolas paulinas, porque todo pregador sabe que primeiro ensina-se a doutrina, então se ilustra a mesma.  Mas antes que mostramos como Filemon demonstra os ensinamentos de Paulo sobre a vontade de Deus, queremos fazer uma introdução às nossas palavras, primeiro demonstrando amplamente que Filemon é de fato um livro escrito para ilustrar as doutrinas que foram ensinadas anteriormente nas epístolas paulinas. 

 

Filemon tinha um servo chamado Onésimo, que tinha fugido, depois encontrou Paulo, e foi salvo.  Paulo mandou o servo fujão de volta a seu mestre junto com a epístola a Filemon, onde na qual pede a Filemon que seja tolerante com seu servo devolvido.  Como apóstolo, Paulo tinha autoridade para ordenar que Filemon mostrasse misericórdia (v.8).  Entretanto, Paulo tempera isto com as palavras: "todavia peço-te antes por caridade" (v.9).  Esta, logicamente, é uma preciosa ilustração de como o Deus Todo-Poderoso poderia nos ordenar a servi-Lo, como fez com Israel sob a Lei, mas na Graça prefere nos rogar para que O sirvamos, por amor (II Co.5:14).  No Velho Testamento, Deus nunca rogou a ninguém que fizesse qualquer coisa, mas na Graça, inspirou Paulo a nos "rogar" vez após vez.  E deste modo vemos com esta doutrina chave da graça não é ensinada aqui em Filemon, mas é maravilhosamente ilustrada.

 

Em seguida Paulo lembra Filemon que "noutro tempo" Onésimo "te foi inútil" como um servo incrédulo, "mas agora" estava voltando como um servo fiel "muito útil" (v.11).  Acreditamos que Paulo usou as palavras "noutro tempo" e "mas agora" intencionalmente para lembrar ao Filemon que ele mesmo tinha sido "noutro tempo" inútil a Deus, "mas agora" era Seu servo útil (Ef.2:11; Rm.3:12; Ef.2:13).  Uma vez que Deus tinha sido misericordioso com Filemon, Paulo sustenta, Filemon também não deveria demonstrar misericórdia com Onésimo?  Outra doutrina chave da Graça ensina que demos tratar um ao outro como Deus nos trata (Ef.4:32; Cl.3:13), uma doutrina que o Livro de Filemon não ensina, mas aqui ilustra.

 

Sob a Lei de Moisés, o povo de Israel era expressamente instruído a não devolver escravos que tinham fugido (Dt.23:15-16).  Mas Paulo devolveu Onésimo a Filemon, ilustrando de modo encantador como não estamos sob  a Lei de Moisés (Rm.6:14-15).  Logicamente, Paulo foi tentado a ficar com Onésimo, o qual poderia ter ministrado às necessidades dele no lugar de Filemon (Fl.14).  "Mas", como ele escreve, "nada quis fazer sem o teu parecer, para que o teu benefício não fosse como por força, mas voluntário" (v.14).  As palavras "por força" e "voluntário" nos lembram de como Paulo diz que podemos contribuir à obra do Senhor "não... por necessidade" (II Co.9:7), mas "se há prontidão de vontade" (II Co.8:12).  Vemos que Paulo estava dando a Filemon a oportunidade de dar o seu servo a Paulo de acordo com as diretrizes da graça, e deste modo ter um "benefício" no Tribunal de Cristo, deste modo ilustrando ainda outra doutrina da graça.

 

Em seguida, Paulo intercede por Onésimo, pedindo a Filemon que "recebe-o como a mim mesmo" (v.17).  Isto não ilustra como Deus nos recebe em Cristo Jesus?  Do mesmo modo que Onésimo era inaceitável a Filemon nele mesmo, mas aceitável a ele através de Paulo, e do mesmo modo que somos inaceitáveis a Deus em nós mesmos, mas somos "agradáveis a si no Amado" (Ef.1:6).

 

Escravos que tinham fugido freqüentemente também tinham roubado dos seus donos para financiar a sua fuga, e sendo assim, Paulo diz a Filemon:

 

"E, se te fez algum dano, ou te deve alguma coisa, põe isso à minha conta" (Fm.18).

 

Que ilustração sensacional da doutrina da imputação!  Como é precioso saber que, embora tenhamos ofendido muito a Deus com os nossos pecados, as nossas transgressões foram imputadas a Cristo enquanto Ele estava pendurado na cruz (II Co.5:21).  Como estamos endividados ao Senhor por tudo que fez por nós no Calvário, sim, Lhe devemos as nossas vidas!  E como isto é bem ilustrado quando Paulo lembra Filemon: "a ti próprio a mim te deves" (v.19). 

 

É difícil acreditar que Paulo pudesse dizer "me regozijarei" (v.20) depois de prometer pagar a dívida de Onésimo, mas que retrato do Senhor Jesus, "o qual pelo gozo que lhe estava proposto suportou a cruz" (Hb.12:2), pagando toda a nossa dívida do pecado no processo.

 

Freqüentemente ouvimos dizer: "Se dissermos às pessoas que não estão sob a Lei, não servirão ao Senhor."  Entretanto, aqueles que afirmam isto conhecem muito pouco sobre o poder da graça.  Deus está confiante que sob a Graça faremos mais do que foi pedido a Israel, uma verdade ilustrada em Filemon 21:

 

"Escrevi-te confiado na tua obediência, sabendo que ainda farás mais do que digo."

 

Sob a Graça, os macedônios não tinham obrigação nenhuma de guardar o dízimo, mas ao invés de negligenciar a sua responsabilidade deram "ainda acima do seu poder" (II Co.8:3).  Que Deus possa nos ajudar a fazer mais do que Ele pede para nós fazermos em todos os aspectos da nossa vida cristã!

 

Finalmente, o livro de Filemon ilustra a doutrina paulina de oração quando Paulo escreve a seu amado amigo: "porque espero que pelas vossas orações vos hei de ser concedido" (Fm.22).  O Apóstolo tinha tanta certeza que seria solto da prisão em resposta à oração de Filemon que lhe escreveu para preparar um quarto para ele.  Nós também podemos orar com a mesma confiança que Deus fará o que for melhor espiritualmente para nós e aquele em nossa volta.

 

Somos gratos pela paciência do leitor enquanto tomamos o tempo para documentar como esta pequena epístola foi escrita para ilustrar a verdade paulina, porque agora iremos estudar Filemon 15, onde Paulo escreve a respeito da partida de Onésimo de seu mestre:

 

"Porque bem pode ser que ele se tenha separado de ti por algum tempo, para que o retivesses para sempre."

 

Em retrospecto, sabemos que era a vontade de Deus para Onésimo fugir, encontrar-se com Paulo e ser salvo.  As palavras "bem pode ser" aqui indicam que, ao olhar para trás, Paulo pensou que viu a mão de Deus nisso tudo, mas ele não tinha certeza.

 

Agora iremos escrever algo que o leitor talvez não goste de ler.  Acreditamos que isto ilustra que não é possível saber com certeza a vontade de Deus com antecedência.   O Livro de Filemon ilustra que, embora possamos talvez ver a vontade de Deus como Paulo, em retrospecto, não podemos saber com certeza a vontade de Deus com antecedência.

 

Então, devemos tomar as grandes decisões na vida, ou mesmo as menores, sem saber a vontade de Deus? 

Esta é uma questão que trataremos logo a seguir.

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