Discernindo a Vontade de Deus
por Ricky Kurth
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PARTE IV
Como não podemos ter certeza da vontade de Deus com antecedência, então de que forma devemos tomar as decisões importantes na vida? Vamos começar deitando um alicerce sobre Efésios 1:5:
"E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade".
A adoção nos tempos bíblicos ocorria quando um menino hebraico foi oficialmente reconhecido por seu pai como um filho adulto. Até aquele momento, o menino estava "debaixo de tutores e curadores", que o tratavam como uma criança, lhe dizendo coisas do tipo: "Não toque nisso, é quente!" e "Não coma isto, é um inseto!" Mas a partir do dia que o menino era reconhecido como um filho adulto, era responsável para tomar as suas próprias decisões na vida.
Do mesmo modo, o povo de Israel freqüentemente era tratado como "os filhos de Israel", porque Deus os tratou como crianças. Ele lhes deu a Lei que dizia o que podiam comer e o que não podiam comer, o que podiam tocar e o que não podiam tocar. Mas nós não estamos debaixo da Lei (Rm.6:14-15) e portanto, não estamos sujeitos às ordenanças do "não toques, não proves, não manuseies" (Cl.2:20-22), e podemos comer o que bem entendemos (I Tm.4:4). Recebemos a adoção (Gl.4:5) e Deus nos considera responsáveis para tomar as nossas próprias decisões na vida. E uma vez que Efésios 1:5 diz que tudo isto era "segundo o beneplácito de sua vontade", sabemos que é a vontade de Deus que tomemos as nossas próprias decisões na vida!
Vamos olhar agora para a vida do Apóstolo Paulo, o qual Deus chama de nosso "exemplo" (I Tm.1:16), e observar com Paulo tomou as suas decisões como um filho adulto, sem saber a vontade de Deus com antecedência. Começaremos em Atos 15:36-38:
"...disse Paulo a Barnabé: Tornemos a visitar nossos irmãos por todas as cidades em que já anunciamos a palavra do Senhor, para ver como estão. E Barnabé aconselhava que tomassem consigo a João, chamado Marcos. Mas a Paulo parecia razoável que não tomassem consigo aquele que desde Panfília se tinha apartado deles e não os acompanhou naquela obra".
Havia decisões para serem tomadas, Paulo não esperou por direções do tipo passo a passo de Deus, como recebeu em Atos 16:6-7. Embora Paulo continuasse a ouvir de Deus de forma audível (At.23:11) e através de profetas (At.21:4,10-11), Deus já estava condicionando Paulo a começar a pensar por ele mesmo, e a tomar decisões sem saber a Sua vontade com antecedência. Aqui, para ele "parecia razoável que não" levasse João junto.
Paulo encontrou a vontade de Deus aqui? Aparentemente não, pois a grave contenda entre ele e Barnabé fez com tomassem rumos diferentes. Mas se é a vontade de Deus para os homens serem salvos e que venham ao conhecimento da verdade (I Tm.2:4), então certamente a vontade de Deus foi feita, porque agora havia dois grupos se empenhando em levar o Seu nome adiante, em vez de um só!
Como Paulo tomou as suas decisões? Ele simplesmente usou a sua experiência do passado com João (At.13:13) e determinou que a missão atual era importante demais para lhe dar outra chance para provar a sua confiabilidade. Barnabé, neste meio tempo, já tinha visto sinais que João estava amadurecendo para se tornar aquele servo "útil" que mais tarde até Paulo julgou que fosse verdade (II Tm.4:11). Em resumo, os dois homens tomaram decisões baseadas nas suas experiências, e a vontade do Senhor foi feito no fim.
Existem ferramentas além da experiência que podemos usar para nos ajudar a tomar decisões sobre a vontade de Deus? Vamos considerar alguns outros exemplos tirados da vida de Paulo, nosso exemplo:
"E chegou a Derbe e Listra. E eis que estava ali um certo discípulo por nome Timóteo... Do qual davam bom testemunho os irmãos que estavam em Listra e em Icônio. Paulo quis que este fosse com ele..." (At.16:1-3).
Em retrospecto, escolher Timóteo para substituir João era obviamente a vontade de Deus, porque ele se tornou um servo do Senhor que mais pensava nos outros do que nele mesmo (Fp.2:19-22). Mas como Paulo sabia a vontade de Deus neste assunto? Não podia sabê-la com certeza, mas baseou a sua decisão na recomendação de outros crentes, porque Timóteo tinha um bom conceito junto aos outros irmãos em duas cidades diferentes. Este é um bom conselho para nós enquanto procuramos a vontade de Deus, em todas as áreas da nossa vida. Este escritor raramente escolhe um médico ou mecânico sem primeiro ter uma boa recomendação, e também não compramos um Chevrolet ou Fiat sem primeiro pesar os conselhos de outras pessoas que entendem mais do assunto.
Semelhantemente, esperamos que uma igreja não chamasse um pastor novo sem primeiro ter algum tipo de recomendação a seu respeito. No fim das contas, é isto o que a "ordenação" de um pastor representa: evidência escrita de que um grupo de homens piedosos deu sua aprovação a um homem espiritual. Na época de Paulo, tal aprovação veio na forma de "cartas de recomendação" (II Co.3:1), as quais o próprio Paulo não precisava, pois era apóstolo. Entretanto, pedir estas mesmas cartas de um candidato a pastor seria um passo sábio de qualquer igreja local, hoje.
Existe um exemplo na vida de Paulo que nos ajudaria na área de encontrar um emprego? Achamos que um exemplo adequado se encontra em Atos 18:1-3:
"E depois disto partiu Paulo... e chegou a Corinto. E, achando um certo judeu por nome Áqüila... e Priscila, sua mulher... E, como era do mesmo ofício, ficou com eles, e trabalhava; pois tinham por ofício fazer tendas".
Ao chegar em Corinto, o Apóstolo encontrou um emprego através de um método que hoje é conhecido como rede de comunicação, isto é, encontrar serviço por tornar a sua necessidade conhecida entre o seu círculo de amigos e parentes. Muitas profissões e indústrias parecem estar dominadas por certos grupos étnicos simplesmente porque estes grupos decidiram ajudar os seus amigos na hora de contratar pessoas novas. O exemplo de Paulo aqui demonstra que não há razão para o povo de Deus não fazer o mesmo. Quando este escritor era jovem, um carpinteiro na minha igreja me contratou como ajudante, e mais tarde quando montei uma empresa para pintar casas e construções em geral, eu contratava pessoas da minha igreja quase que exclusivamente. Se mais patrões crentes seguissem este exemplo, quando possível, pode ser que haveria menos crentes procurando por trabalho.
A próxima vez que encontramos Paulo discernindo qual seria a vontade de Deus, a sua vida talvez fosse salva. Os ourives da prata no incidente em Éfeso iniciaram um alvoroço para se oporem aos ensinamentos de Paulo e a cidade toda correu para o teatro num estado de furor enlouquecido (At.19:2329).
"E, querendo Paulo apresentar-se ao povo, não lho permitiram os discípulos" (Atos 19:30).
Aqui vemos que Deus pode nos ajudar a tomar as decisões certas na vida através do auxílio do conselho piedoso recebido de amigos confiáveis (Pr.11:14). Mas é imperativo que, como Paulo, devemos tomar cuidado em receber apenas a ajuda de "os discípulos", e não a ajuda de qualquer pessoa que possa a oferecer. No futebol, os jogadores podem freqüentemente procurar a ajuda do técnico, mas nunca atravessam o campo para pedir um conselho do técnico do time oponente! Os incrédulos nem sempre estão errados nos seus conselhos, mas é bom lembrar que mesmo um relógio quebrado diz a hora certa duas vezes por dia!
No próximo versículo, vemos Paulo recebendo um conselho de ainda outra fonte:
"E também alguns dos principais da Ásia, que eram seus amigos, lhe rogaram que não se apresentasse no teatro" (At.19:31).
A palavra grega para "principais da Ásia" (ou asiarca) aquié Asiarches, uma classe de homens ricos e proeminentes reconhecidos pelo império romano e promovidos a posições de autoridade. Se pensarmos no caso, existe uma razão pela qual os homens ficam ricos, proeminentes e promovidos. É porque tomaram decisões sábias na vida. E deste modo vemos que um conselho de crentes, tal como aquele do versículo acima, é uma fonte de conselhos especialmente bom.
Talvez o leitor esteja pensando que não é preciso ser um cientista nuclear para saber que Paulo não deveria tentar se dirigir a uma multidão enraivecida, a qual ele mesmo mais tarde admitiu que fosse composta de "bestas", ou feras (I Co.15:32). Entretanto, saber o que era o melhor e convencer Paulo do mesmo era duas coisas muito diferentes! Paulo não tinha a sua vida por preciosa (At.20:24) e tudo que ele viu naquele dia era uma oportunidade para pregar a uma multidão de almas reunidas. Estes homens realmente eram sábios e podiam convencer Paulo a não pregar o evangelho que seu coração ardia para pregar. Estes homens principais conseguiram ajudar Paulo a ver a realidade mais ampla e o fizeram perceber que certamente não era a vontade de Deus que ele pregasse o evangelho aquele dia. Devido ao aconselhamento sábio deles, Paulo viveu para pregar outras vezes, e escrever as epístolas de prisão que completaram a Palavra de Deus, enriquecendo as vidas de todos nós.
Outra ameaça à vida de Paulo foi evitada no próximo capítulo:
"...e sendo-lhe pelos judeus postas ciladas, como tivesse de navegar para a Síria, determinou voltar pela Macedônia" (At.20:3).
A frase na Bíblia "postas ciladas" aqui se refere a uma emboscada que foi montada na esperança de matar Paulo. Como ele reagiu a esta situação? A passagem diz: "como tivesse de navegar", isto é, ele mudou seus planos na última hora! Depois lemos:
"E acompanhou-o, até à Ásia, Sopater... Aristarco... Segundo... Gaio... Timóteo... Tíquico e Trófimo" (At.20:4).
Quando Paulo ouviu sobre a emboscada, ele se cercou com sete guarda costas! Não era preciso ter um sonho ou uma visão do Senhor para sugerir que tomasse esta medida sábia, era apenas bom senso! E tem mais um aspecto à iniciativa sábia de Paulo:
"Estes, indo adiante, nos esperaram em Troas" (At.20:5).
Depois que os guarda-costas impediram um ataque inicial, Paulo os enviou na frente para agirem como iscas enquanto ele mesmo esperou na retaguarda, uma tática da qual qualquer serviço secreto teria orgulho à medida que protege o presidente.
Mas o que acontece quando as decisões que tomamos não estão em sincronia com a vontade de Deus? Achamos que este cenário é abordado na epístola de Paulo aos romanos:
"Não quero porém, irmãos, que ignoreis que muitas vezes propus ir ter convosco (mas até agora tenho sido impedido)..." (Rm.1:31).
Acreditamos que foi Satanás que teria "impedido" Paulo de ir a Roma (cf. I Ts.2:18). Mas porque Deus permitiu isto? Em retrospecto, podemos concluir que os crentes em Roma não precisavam de uma visita de Paulo! No Capítulo 16 desta epístola, ele menciona vinte e sete santos proeminentes que serviam ao Senhor em pelo menos três assembléias separadas. Eles estavam indo muito bem sem ele!
É interessante que a palavra no grego para "propus" (v.31) é geralmente traduzida "julgamento". O parecer de Paulo era que os romanos precisavam de uma visita sua, mas a vontade de Deus prevaleceu e permitiu que Satanás o impedisse. Que conforto é saber que Deus pode usar o nosso adversário para realizar a Sua vontade e conseguir os melhores resultados espirituais (algo que Ele provou abundantemente no Calvário!). Para nós, o uso de Paulo de frases como "bem pode ser", "espero" e "se o Senhor permitir" (I Co.16:5-7) indica que enquanto o apóstolo tomou decisões como um filho adulto, deixou tudo com o Senhor, algo que para nós também seria importante lembrar.
Às vezes, mesmo depois de colher sábios conselhos, aproveitar os ensinamentos de experiências passadas e empregar todas as ferramentas para tomar decisões que um filho adulto pode reunir, ainda não está claro o que devemos fazer. Mas mesmo nestas horas, ainda podemos olhar para o exemplo de Paulo para orientação. Falando do seu desejo de enviar Timóteo aos filipenses, Paulo disse:
"De sorte que espero enviar-vo-lo logo que tenha provido a meus negócios" (Fp.2:23).
Quando Paulo não tinha certeza do que fazer, adotava uma atitude "esperar para ver", e nós deveríamos também. Como é precioso ver a Palavra de Deus nos direcionando para a vontade de Deus mesmo quando não é claro o que deve ser feito. O que devemos fazer sobre discernir a vontade de Deus em relação a encontrar uma esposa? Primeiro, sabemos de II Coríntios 6:14 que não podemos considerar ter um "jugo desigual" com um incrédulo. Se alguém casar com um filho do diabo, certamente terá problemas com o seu sogro! Mas depois de estar convencido que o seu cônjuge em potencial é salvo e tem o mesmo pensamento em assuntos ligados à fé e prática, então homens e mulheres crentes estão livres para seguir o conselho que Paulo deu às mulheres crentes: "fica livre para casar com quem quiser" (I Co.7:39). Tendo recebido a adoção, estamos livres para tomar uma decisão adulta e casar com quem quisermos!
Enquanto estudamos a Palavra de Deus, entretanto, tanto homens quanto mulheres podem se beneficiar de conselhos e dicas que encontramos nas Escrituras, tais como encontramos em Gênesis 24. Embora não podemos procurar por uma esposa perguntando o que o servo do Abraão perguntou quando fez uma petição ao Senhor em Gênesis 24:14, existem algumas coisas que podemos colher desta passagem que podem ser de auxílio na área de escolher uma esposa.
Por exemplo, observe que Rebeca "desceu" e "subiu" para dar água aos camelos do servo do Abraão (v.16). Isto indica que o poço estava morro abaixo, e ela teve que carregar a água morro acima. Isto demonstra que ela não era preguiçosa, e ter uma boa ética de trabalho é uma excelente qualidade de caráter para se procurar num cônjuge. Observe que ela "apressou-se" para trazer a água (v.18), demonstrando seu desejo de ser útil. Mas ela também não parou de levar a água morro acima até que tivesse tirado água "para todos os seus camelos" (v.20), todos os dez (v.10)! Sabe-se que depois de um longo dia andando no deserto, apenas um camelo pode tomar até cerca de 75 litros de água. Multiplique este número por dez (os dez camelos) e é espantoso ler que esta jovem pode ter carregado algo em torno de 750 litros morro acima para dar água aos camelos de um desconhecido! A gentileza é outra qualidade para se procurar num cônjuge.
De que forma encontramos uma pessoa companheira deste tipo? Vamos ler o que o servo do Abraão falou a Deus Lhe agradecendo por ter encontrado a Rebeca:
"...o Senhor me guiou no caminho à casa dos irmãos de meu senhor" (Gn.24:27).
Abraão tinha enviado o seu servo à terra da sua família para procurar uma esposa para o seu filho, mas uma vez fora de vista, um servo desleixado poderia ter se livrado de muito trabalho procurando mais perto de casa. Porém, se o servo de Abraão tivesse feito isto teria procurado por uma esposa em todos os lugares errados. Mas este servo queria encontrar a escolha de Deus, e se colocou no caminho Dele! Do mesmo modo, se alguém hoje estiver procurando por um cônjuge que crê na mensagem da graça de Deus, também é preciso se colocar no caminho de Deus! Freqüentar uma igreja que ensina a mensagem da graça, participar de Conferências bíblicas das igrejas da graça e se corresponder com crentes da mesma fé certamente farão com que se torne mais apto a encontrar um parceiro na casa dos irmãos do seu Senhor.
Finalmente, como um homem pode saber se é a vontade de Deus para ele entrar no ministério? Depois que este escritor esteve salvo por um ano, aos 16 anos de idade fiz esta mesma pergunta a meu pastor. Ele sabiamente abriu a sua Bíblia em I Timóteo 3:1:
"Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja".
Observe que "deseja" é algo que Paulo menciona duas vezes na lista de qualificações para o ministério que se segue. Portanto, se algum irmão tem o desejo de servir ao Senhor no ministério em período integral, se considere chamado, porque a maior parte dos homens não tem este desejo.
Este escritor também foi abençoado por ter sido salvo numa igreja da graça, e no ano seguinte após a minha salvação, eu podia saber, depois de escutar as rádios evangélicas, que nós temos a resposta para a confusão prevalecente na cristandade! Foi isto que me preencheu com um desejo ardente de tornar a abençoada mensagem da graça conhecida como pastor de uma igreja local.
Portanto, se o seu coração arde para promover a mensagem da graça, não espere por um sinal de Deus. Ao invés disto, continue a estudar a Sua Palavra, comece a desenvolver as qualificações alistadas em I Timóteo 3 e procure o treinamento necessário para o Seu serviço. Se for fiel nestas coisas, talvez algum dia um grupo de homens piedosos poderão lhe recomendar para a ordenação no ministério.
Ao encerrar este assunto, se alguém perguntar por que Deus escolheu permitir que procurássemos a Sua vontade como filhos maduros, tomando decisões em oração do melhor modo que possamos, acreditamos que isto é apenas uma amostra de como estaremos servindo ao Senhor pela eternidade. Às vezes as pessoas nos perguntam como será o céu e se Deus nos controlará de algum modo robótico. Gostamos de responder com uma passagem de I Reis 22, onde Deus nos oferece uma visão momentânea da reunião dos obreiros celestiais realizada na época do Rei Ahab:
"E disse o Senhor: Quem induzirá Acabe, a que suba, e caia em Ramote de Gileade? E um dizia desta maneira e outro doutra. Então saiu um espírito e se apresentou diante do Senhor, e disse: Eu o induzirei. E o Senhor lhe disse: Com quê? E disse ele: Eu sairei e serei um espírito de mentira na boca de todos os seus profetas. E ele disse: Tu o induzirás, e ainda prevalecerás; sai, e faze assim" (I Reis 22:20-22).
Aqui Acabe agiu de forma maléfica e foi a vontade de Deus que ele morresse pela espada na batalha. Mas como poderia ser convencido de atacar Ramote de Gileade? Certamente Deus sabia a melhor maneira de convencê-lo! Porque parece que Deus está perguntando às Suas hostes celestiais por sugestões?
Acreditamos que aqui Deus está desenvolvendo talento entre as Suas hostes, da mesma maneira que um sábio presidente de uma empresa pode saber o melhor caminho que a sua companhia deve tomar. No entanto, quando aparece um problema qualquer ele o apresenta aos seus subordinados com o propósito de ajudá-los desenvolver o mesmo tipo de discernimento analítico que o capacitou a chegar ao topo e servir a sua empresa com todo o seu potencial. Pensamos que será assim nos céus. Ao invés de Deus gerenciar cada indivíduo separadamente, a nossa condição de filho continuará céu, e passaremos a eternidade aprendendo como servi-Lo melhor. Que privilégio já estar sendo treinado para este serviço agora, nesta vida!
À medida que concluímos o nosso estudo deste importante assunto, esperamos que o leitor tenha achado que estas sugestões sejam de auxílio enquanto procura a vontade de Deus, e em especial os jovens. Perguntamo-nos se alguns jovens acham que todos os detalhes das suas vidas são predeterminados, e se cometerem um único erro na vida de alguma forma Deus lhes omitirá algo sobre a Sua vontade. Esperamos que esta série pelo menos acalmou estas dúvidas e ansiedades, e ao mesmo tempo introduziu em todos os nossos leitores, a confiança que o Senhor Jesus Cristo gostaria que tivéssemos enquanto nos empenhamos para viver para Ele.
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